Artefacto
12/03/12
28/02/12
10/02/12
Amanhã ao final do dia
Amanhã, ao final do dia (18h), leituras de poemas de autores da Artefacto em Torres Vedras, no Primavera.
26/01/12
Pontos de venda
A partir desta semana, para além das livrarias habituais, teremos também os nossos livros à venda nas livrarias Bookhouse.
22/01/12
Sobre o lançamento de «Isso Passa»
“Isso
Passa” traz palavras com memórias
“Isso Passa” é uma antologia da poesia de João Miguel Henriques,
seleccionada por outros dois poetas: Soledade Santos e Nuno Dempster.
Já se tinha instalado a noite quando, pelas 18:30 deste sábado, 14 de
Janeiro, na Sociedade Guilherme Cossoul, começaram a ouvir-se os primeiros sons
vindos de um piano, cujas teclas tocava José Carlos Pontes.
Seguiram-se palavras: João Silveira leu poemas de João Miguel sobre a ordem das coisas na Terra, uma casa fria, conversas ouvidas no metro.
Estava então dado início à apresentação, pouco formal e que se desenrolou em estilo de conversa, de “Isso Passa”.
Seguiram-se palavras: João Silveira leu poemas de João Miguel sobre a ordem das coisas na Terra, uma casa fria, conversas ouvidas no metro.
Estava então dado início à apresentação, pouco formal e que se desenrolou em estilo de conversa, de “Isso Passa”.
Soledade começou por dizer que conheceu, assim como Dempster, o trabalho
do jovem poeta através do blogue que este mantém, o “Quartos Escuros”.
A poetisa descreveu a poesia de João Miguel Henriques como sendo um conjunto de “fotogramas
desgarrados de filmes de ficção científica” e nela reconhece “a
consciência aguda do fim do tempo e da sua efemeridade”.
Nuno Dempster, que também realçou as imagens cénicas que resultam da
poesia de João Miguel, mostrou-se especialmente encantado com o papel que
árvores nela adquirem e com o seu sentido de eternidade presente nos poemas do
jovem, para quem estes elementos da natureza servem de cenário para um processo
de memória ou reflexão.
Para além
disso, e apesar de dizer ter “dificuldade em ser demasiado elaborado” sobre
o que escreve, João Miguel confessou ter um sentimento de respeito perante
estes “seres que nos viram nascer e que nos verão morrer”.
Seguindo o raciocínio de Dempster, pelo qual “inspiração é ter
assunto para poema”, João Miguel Henriques explicou que muito do que
escreve cresce da rua e que é aí que nasce grande parte dos seus versos.
Ao Hardmusica, o autor afirmou que, para si, a sua poesia centra-se
sobretudo na memória do tempo e das palavras: “fala de acontecimentos
passados e recordações pessoais, mas trata-se também dos efeitos que a memória
das palavras têm na própria fruição poética, no tom do poema.”
O poeta português, que actualmente vive e trabalha na Hungria, estudou
Literatura em diversas cidades, designadamente Lisboa, Jena (Alemanha) e
Edimburgo (Escócia). Em 2005, publicou, em Portugal, “O Sopro da Tartaruga”,
obra à qual se seguiram “Também a Memória é Algum Conhecimento” (2009) e
“Entulho” (2011), ambas publicadas no Brasil.
“Isso Passa”, da responsabilidade da Edições Artefacto, é uma compilação
de 42 poemas, ordenados cronologicamente, que ilustram o universo poético (ou
parte dele) de João Miguel Henriques.
“A sua poesia não cai na depressão sem solução que vemos na poesia
contemporânea, nela vemos um brilho juvenil e empolgante”, concluiu Soledade Santos.
Rita Areias
09/01/12
«Isso Passa», João Miguel Henriques
NOTA PRÉVIA
Diz-nos Guillén*
que a antologia é uma forma colectiva intratextual em que um leitor se propõe
dirigir as leituras dos outros, antecipando-se-lhes e intervindo no processo de
recepção das obras que elege. Inseridos num novo conjunto, e vendo modificado,
em consequência, o seu horizonte, os textos seleccionados inscrevem-se num novo
objecto que aspira a ser lido como um livro.
Não foge totalmente à
regra a escolha presente, nascida de uma proposta que nos fizeram os editores
da Artefacto: a de lermos a poesia de João Miguel Henriques, compilando, a
partir dos três livros que tem publicados – dois deles no Brasil e um em
Portugal, em edição de autor – e de um quarto, ainda inédito e que dá nome a
este volume, um corpus representativo da mundividência e da linguagem do jovem
autor, praticamente desconhecido entre nós e que, há mais de um ano, vínhamos
lendo com grande aprazimento no seu blogue, Quartos
Escuros.
Como todas as
antologias, também esta testemunha um exercício de leitura. Atesta, além disso,
a construção de um consenso no qual se envolveram antologiadores, poeta e editores.
É este consenso que aqui vos apresentamos, numa compilação de 42 poemas,
dispostos cronologicamente, e ilustrando, assim esperamos, o universo poético
de João Miguel Henriques.
Soledade Santos e Nuno Dempster
*Guillén, Claudio, Entre lo uno y
lo diverso. Introducción a la literatura comparada, 1985.
18/12/11
Em Janeiro (2)
A partir de Janeiro, será possível acompanhar aqui o blogue
da revista Agio – Cadernos de Ideias,
Textos e Imagens. Esta revista resulta da junção de duas outras: a Agio e a Ítaca.
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